
10 de março de 2011
HOJE EU QUIS.

3 de março de 2011
NÃO, NÃO NÃO. E WANDER WILDNER E REPLICANTES.
A dor que incomoda, a dor que consome.
Posso sentir o suco gástrico corroendo lentamente a minha parede estomacal. Posso sentir o cheiro de esgoto, posso ver a cor amarela, o líquido escorrendo.
Eu comi uma parte do meu dedo, e agora ele queima. Foi bom. Numa atitude antropofágica eu me consumo a fim de que outros não me consumam, eu tomo parte de mim, a fim de que ela permaneça aqui.
Sinto falta de algo não nomeável, e acho que já escrevi tudo quanto podia, quanto devia.
Eu te vejo tarde da noite no ponto de ônibus, esperando seu ônibus? Esperando seu amor? Esperando seus pais, amigos, namorada? Eu te vejo.
E a janela reflete minha imagem sentada, te olhando, te esperando, pensando e repassando por cada lugar que a sua mão passou em meu corpo; sentindo as mesmas sensações na poltrona do ônibus.
A chuva continua grosseira, a vida continua grosseira, você continua grosseiro. E a vontade de ter-te também continua grosseira, e mais que grosseira. Mas o que resta depois da grosseria que cometi de te possuir entre amigos, de tentar um beijo, de rejeitar suas desculpas.
O que resta depois que de por sua cabeça em meu colo, o que resta depois de beijar-lhe a face, o rosto; o que resta depois de dar-te a mão, adormecer ao teu lado.
Eu te pedi um beijo que você negou, eu te pedi a mão e você a tirou, eu pedi um sinal de apoio e você se virou, eu pedi um adeus, você se calou, me culpou.
E o que resta de tudo isso é a sensação de que paira um grande ‘xis’ em tudo o que vivi.
E naquele paraíso eu ainda pensei em você, e naquela poltrona eu ainda te quis ao meu lado, e na descida daquela escada, eu ainda assim queria que você erguesse a mão em sincronia comigo a fim de alcançar o teto.
E ainda assim eu quis dividir com você meus discos, meus livros, meus amigos, minha cama, minhas mãos, meu lugar no bar, minha cerveja, meu maço.
E aquele moço de branco me seduziu, mas você me dominou. Me ganhou, me mudou.
22 de fevereiro de 2011
BARRINHA DE CEREAL E BEIJOS NÃO DADOS.
Temos um problema.
Esse É o mais grave dentre todos.
Por que eu disse que temos um problema , mas a realidade é que temos VÁRIOS problemas. E digo temos , pois escrevo aqui, e quem lê se torna cúmplice de meus crimes, tornam-se elos perdidos nos loucos atos, ou monótonos monólogos que me consomem, que depravam meus dias.
No láboratório na magnífica UNIFIEO, não consigo acessar minhas redes sociais, com excessão do >>>TWITTER <<<
Tenho medo que meu computador NOVO não ligue mais e tudo o que eu escrevi se perca.
Estou escrevendo uma carta. Uma carta pro Johnn. Aliais tô em falta com ele, lhe escrevi VÁRIAS cartas todas perdidas no tempo e no espaço. No tempo e no espaço de uma bolsa , de uma ano, de conversas perdidas.
SIM, novamente eu recorro ao blog como forma de excretar tudo o que me invade, tudo o que de forma deselegante rejeito. É ASSIM QUE SE ESCREVE.
Palavras que me lembram de noites. noites que me lembram palavras quase esquecidas nas páginas de dicionários e enciclopédias antigas.
Minhas vontade de gritar não passa, eu leio, eu leio e eu minto que entendo, todos mentem, todos fingem. E eu finjo.
Eu digo a verdade no momento inoportuno. Eu tenho medo, mas não digo, eu seguro a sua mão e confundo pessoas, conjunções adverbiais, confundo predicados, omito sujeito, eu ligo pra você as três da manhã e conto uma hsitória pela metade.
Minha história não é completa, é pela metade, porque como diria Clarice L. , eu não sou completa, e como formular hipóteses, teses, anti teses, anti hipóteses, como contar uma história inacabada.
A ERA DOS EXTREMOS.
Pois a vida é uma caixinha de surpresas, a vida é o que não pode-se mencionar, a vida é o asco da sociedade, a vida é a CAIXA DE PANDORA.
Tudo é superficial, a droga que você cheira um dia acaba, o cigarro que você fuma um dia termina, o alcool que te entorpece um dia se esgota.
E as palavras que eu te digo um dia de perdem na imensidão do branco que te consome.
Eu não sei por onde a vida vai me levar, eu não sei até quando ela vai me levar, ou até quando vou deixa-la levar-me, mas sei que agora as coisas tornam-se mais reais, e já posso dizer que já vi muitas coisas, já vivi muitas coisas.
EU TENHO 19 ANOS, ME CHAMAM DE TAIRINE ALBUQUERQUE DE SOUZA, pois deram-me um nome e me alienaram de mim. EU CURSO HISTÓRIA , EU TENHO UMA CASA , MORO COM MEUS PAIS E DUAS IRMÃS, EU TENHO MEDO, EU OLHO PRO MUNDO E TENHO MEDO.
EU TRABALHO NA DROGARIA SÃO PAULO, SOU OPERADORA DE CAIXA, E NÃO QUERO SER COMO MEU PAI ( QUE TRABALHA NA EMPRESA A MAIS DE 21 ANOS) , EU NÃO QUERO DAR MINHA VIDA PELA EMPRESA, EU NÃO QUERO DAR A MINHA VIDA POR NADA MENOS QUE UMA VIDA.
EU ESCREVO EM CAPS LOCK , POIS A VIDA CLAMA CLAMA CLAMA EM CAPS LOCK.
EU TENHO DÍVIDAS, EU SOU CONSUMISTA, EU SOU SUBMISSA, EU SOU HONESTA, EU MINTO, EU TENHO FOME, SEDE. EU TENHO SONHOS.
EU PRECISO EMAGRECER 3 QUILOS .
CONSEGUI PERDER 2 NA ULTIMA SEMANA, EU OMITO PALAVRAS PARA NÃO DENEGRIR MINHA PRÓPRIA PESSOAS. EU FIRMO A CONDUTA, EU ORGANIZO O MOVIMENTO, EU SINTO FRIO.
os dedos batem nas teclas, eles batem uns nos outros, eles estão gelados, assim como estou eu, pronta pra morte, pronta pra vida, que a morte proporciona.
eu começo a dizer coisas sem sentido, eu continuo dizendo coisas sem sentido.
NINGUÉM LÊ ISSO, ENTÃO EU ESCREVO O QUE EU BEM ENTENDER.
Você leu?
QUE BOM, nunca vou ficar sabendo mesmo. ME IMPORTO NADA, meu bem .
Isso aqui é meu TRONO , meu vaso sanitário, rejeito tudo que não me serve aqui.
as palavras depois de ditas não serve pra mais nada.
AS PESSOAS NÃO SÃO DESCARTÁVEIS, até a hora em que são descartadas, e descartam outras, JÁ DIRIA BUKOWSKI.
pois é eu erro, eu erro, eu confesso, eu lhe peço:
BEIJA EU?
(não literal, apenas subliminar.)
QUER UMA BARRINHA DE CEREAL?
ainda tenho 3 quilos para emagrecer, e uma porção de coisas pra viver.
como o começo, o fim é abrupto.
ZAPPA DIZ QUAL É A PARTE MAIS FEIA DO SEU CORPO.
12 de fevereiro de 2011
Prazer T. ²
A vida é engraçada, as coisas são engraçadas.
O cara passa anos sem namorada, passa dias me olhando, me cantando sem palavras, me ganhando do disfarce de olhares.
E numa noite nos encontramos no bar, e meu coração dispara, ele me olha de longe, eu olho de longe, ele nem percebe, sou discreta.
Os amigos decidem ir proutro lugar, eu não quero ir, mas vou, ele não vai.
Na saída eu o olho, penso que é impossível que ele não tenha ganhado, que havia me ganhado.
Ele acha que tô com outro cara, eu não estou.
Eu me vou, uma semana depois ele tá namorando com uma vadiazinha loira.
DETALHE: COMEÇOU O NAMORO NAQUELA FESTA QUE EU DEIXEI DE IR. NAQUELA NOITE. NAQUELA N O I T E ! DROGA
Valeu vida, valeu cara.
Você nunca me disse uma palavra sequer, comentou qualquer bobagem dia desses numa de minhas fotos no Orkut, e mais nada.
Planejei uma viagem pensando em você, planejei sábados quentes naquele bar, domingos cinzas vendo filmes , você me abraçando.
Viajei. Sozinha.
Fui discreta, fui traída pela expectativa de te ganhar.
Que ela aproveite seus abraços, e seus carinhos, que você a trate bem , como eu quis que você me tratasse.
Que a vida dê a vocês muitos filmes vistos juntos, muitas músicas só de vocês.
E aliais, muito prazer.
T.
T²