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26 de agosto de 2012

o que ainda não existe



uma porção palavras sem sentidos , fora de ordem .
eu fora de órbita .
             
e ele toca , tão fundo que quase não sinto .
a dor , nem vejo as folhas caindo .
as frutas apodrecendo aos poucos , arte figuralista .
besteiras em preto e branco .

passo a passo , eu passo a cada passo , e brinco com as palavras , e as palavras brincam de dizer algo que eu não, não disse . algo que ainda não existe.
não me faço entender ,

não quero o eu .
tendo me livrar
dessa mania de mim .

folhas em branco . papel amassado , disco riscado , num domingo a tarde .

7 de agosto de 2011

cais e terra firme.




E ai o sol nasce de novo.
E ai parece que nem o bonito sol, o céu azul, as poucas nuvens branquinhas desenhando abstratamente o céu, farão diferença.

E ai você fecha os olhos, e torce pra que a noite chegue logo. Pra que o céu escureça, pra que o dia termine.

Mas amanhece novamente, e a música suavemente te acalma. E as luzes se apagam.
E o que você quer é um domingo no parque, embaixo de uma árvore, tomando sorvete, dividindo fone de ouvido, rindo de piadas repetidas, contando histórias exaustivas, torcendo pra  que o relógio pare.

O tempo para, EXATAMENTE, naquela tarde insuportavelmente quente, naquele tapete, naquela noite, naquele bar, naquelas lágrimas.


E as músicas se repetem, e as cenas também.
E as lágrimas escorrem.

E nem toda positividade, e nem toda a felicidade parecem  suficientes.
Então eu inverto os números, invento palavras, crio neologismos, uso eufemismo. TENTO ME ACALMAR.

Então eu grito.
Porque há o DIREITO ao grito.
Cês sabe. Já dizia Clarice L.


eu confesso.
tenho  medo.
não uso pontuação da maneira correta.
não me comporto.
me porto.
no porto.

espero um dia entender. e aportar.


15 de maio de 2011

amputada e infeliz.


Junte : MAYSA, Dolores Duran, Greta Garbo, CLARICE LISPECTOR e uma pitada de BUKOWSKI e sinta como eu me sinto.



Domingo 20:35h, um frio do cassete, eu com aquela velha calça jeans, com deliniador borrado no canto do olho direito, as unhas curtas, feitas ontem antes de partir pro bar.
Ah, o bar.

Tem sido o recanto da minha insensatez, das minhas lamúrias, foi o canto do meu despertar.
Me sinto amPUTAda, se sinto INfeliz, me sinto deslocada.
RECALCADA? MAL-amada?

não sei como descrever sentimentos tão amargos, não sei se alguém já sentiu o gosto de agora invade minha boca, leva a saliva até o estomago, caminha entre meu organismo com o esgoto caminha até o bueiro.
Ah, o bueiro.

eu que ando juntando entulho ao redor de mim, eu que caminho entre cacos de vidro, foram os copos quebrados, no auge da minha bebeira ontem a noite, ou seria anteontem.

eu perdi amigos, confundi as coisas, briguei por amor, só me uni a quem não interessa.
Ah, o interesse.

Em uma dessas noites, já faz algum tempo, um cara bem babaca, bem drogado, bem gozado, me chamou de interesseira. Até onde eu entendi, (não poderia ter entendido muito mais, o alcool me afogava a cada palavra) ele tinha ciúmes dos amigos,
Ah os amigos

Os amigos, anteontem, DISSO EU ME LEMBRO BEM, esse mesmo cara , tava lá preocupadão comigo (?) eu e um ex desafeto, mais pra sempre amiga, quase nos estapeando pra conseguir a palavra. Ele preocupadão, em conseguir uma transa pra noite fria.
SOU IDIOTA, MAS NEM TANTO,

HOMEM É TUDO IGUAL, ah tem neguinho que vai achar que eu falo isso por que EU AMO, e NÃO SOU CORRESPONDIDA, é eu sei,
mas esse cara não tem nada haver com isso, então PROSSIGAMOS.

AGORA a coisa começa a ficar boa, boa no sentido CLARO metafórico . POIS
eu cai do telhado,
eu bebi até a ultima gota, como se a reserva de alcool do planeta fosse acabar ao amanhecer,
eu acreditei em tudo que me disseram,
eu me ARRASTEI aos pés de um cara.
E NÃO FOI NO SENTIDO METAFÓRICO.

eu vivo um constante 1ºde abril.

eu ganhei uns pontos comigo mesma, apesar de todo o desespero de me livrar de mim mesma.
20:52h, com a luz apagada ao som de FIONA APPLE eu consigo manter os olhos fixos na tela e nas teclas, eu consigo me sentir terrivel o suficiente para apagar e pra me livrar do entulho ATRELADO as minhas palavras, aos meus passos.

eu tenho muito o que fazer, não vou mais perder meu tempo pensando nas suas bochechas gostosas, nas suas pintinhas bonitinhas. APESAR DE NÃO LEMBRAR , eu vou tentar manter o pisca-alerta ligado avisando SOBRE TELHADOS, MORROS E VERGONHA ALHEIA.

nunca quis ninguém como eu quero você, agora. MAS ESSA NÃO SOU EU, mas isso vai passas, uma hora dessa eu volto a reconhecer a figura refletida no espelho, dia desses eu volto a ter sombra, eu volto a ter alma.
não vou mais ser essa CARCAÇA humana, recheada de cerveja, gin, caipirinha, e conversa fiada.

que fique claro: TÔ CANSADA de pseudo-intelectualzinhos de merda que acham que podem controlar tudo o tempo todo, te contar uma coisa VOCÊ SABE BEM MENOS DO QUE SEU ESTOQUE DE VENENO GOSTARIA.


e eu sei bem mais do que minha memória pode me contar.

pro garanhão da pintinha:
te escrevi uns textos, te beijei, te desejei (o),
vou acabar nessa vírgula POR MEDO
largar quem me ama ( FAMILIA ) pra ver quem me rejeita num bar na frente dos amigos, mas diz que gosta quando amanhece? VOU NÃO, NEGO.

pro cara que me acha interesseira:
quando se cansar de levar essa sua vida entre drogas e mulheres, e for homem, me procura que a gente pode ser amigo, garoto. queria tanto te ver bem, novamente.

pro coletor de veneno ambulante:
eu sei, mais do que você gostaria que eu soubesse, mas nunca pago na mesma moeda, um dia (EU SEI QUE VAI DEMORAR), cê vai entender.

pra quem acha que pode me julgar, mesmo sem me conhecer:
SÃO 21:05H de um domingo em que sol e chuva alternaram-se, em que meus sentimentos alternaram-se, é o fim do dia em que eu fiquei feliz com a derrota de um time no final de um campeonato estadual, é o dia em que eu voltei a ler, e voltei a ouvir MAYSA.

isso significa alguma coisa pra vocês?
esclareci algumas dúvidas? pois é tôaqui praisso não.
passa mais tarde.

3 de outubro de 2010

Domingo Cinza.

O cinza do céu , essa manhã, reflete mais que o espelho. Posso desenhar nuvens com os dedos, posso andar pelas nuvens desenhadas ao som leve de uma bela canção, eu posso gritar bem alto que o que eu quero é falar baixo, quero te contar ao pé do ouvido que vamos dançar até a noite acabar.

quero respirar bem fundo e sentir o cheiro de chuva, quero sentir no rosto o vento quente emanando do asfalto.
quero compor uma música em espanhol, a bailar con usted por última vez al ritmo de una canción que shorty hace acelerar el latido del corazón.

o cinza do céu , a tarde reflete anos de solidão, risadas altas, e memórias esquecidas em caixa e gavetas.
A tarde cinza que traz a vontade de viver uma vida não vivida, de voltar ao passado que nunca passou, a amar quem nunca amei, a viver o que não vivi, e repetir blasfêmias e calúnias, bem alto para que a prisão logo venha.

a dor dos pensamentos que não passam, a consciência dialética de Hegel a perfeição de MARX , o sofrimento de DEUS , a dor da vitória, a introspecção da solidão, a alegria que é encontrada nas lágrimas e o espelho refletindo o cinza do céu.

Yo quiero una canción que me va a mostrar lo que, te toco me toque, me hacen llorar, como lloré, se llevan mis lágrimas, me limpio la cara, me sale del corazón para ennoblecer el alma, que me hace ver la vida al igual que el cielo gris de domingo por la tarde, me animo a contestar el teléfono, abrir la puerta