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26 de agosto de 2012

o que ainda não existe



uma porção palavras sem sentidos , fora de ordem .
eu fora de órbita .
             
e ele toca , tão fundo que quase não sinto .
a dor , nem vejo as folhas caindo .
as frutas apodrecendo aos poucos , arte figuralista .
besteiras em preto e branco .

passo a passo , eu passo a cada passo , e brinco com as palavras , e as palavras brincam de dizer algo que eu não, não disse . algo que ainda não existe.
não me faço entender ,

não quero o eu .
tendo me livrar
dessa mania de mim .

folhas em branco . papel amassado , disco riscado , num domingo a tarde .

1 de maio de 2011

um caminho, um motivo, um lugar.

Eu sonho com o momento em que te terei ao meu lado novamente, eu torço pra te encontrar na rua, te dar um beijo, te dizer coisas bobas.

Eu só queria te ter novamente.

Rodar com você, fazer seu mundo ficar de cabeça pra baixo.

Eu só queria te ter.

Eu só queria te dar, um beijo.

Eu só queria te ver, te ver e te dar um beijo.

Eu repito palavras, eu repito a mesma história como consolo por não te ter aqui, agora.

Eu durmo sozinha numa cama espaçosa, e desejo ardentemente que você esteja por perto pra me abraçar, e me fazer sentir em segurança.

Você me abraça e tudo passa.

Você me beija e é você que eu desejo, toda vez que fecho os olhos, piscar torna-se doloroso, pois me lembra a falta que a sua presença faz.

Meus finais de semana jamais serão os mesmo, jamais serão completos, jamais satisfatórios sem que estejas ao meu lado.

Penso por instantes que talvez seja mais um devaneio, um amor adolescente, algo passageiro; dai me lembro, quase posso sentir aquela minha dor de estomago que me persegue , me alcança antes da ressaca, sinto a dor, sinto sua mão quente sob meu estomago, sinto o conforto que a sua presença me traz.

E é possível que sensações como essa sejam passageiras apenas, é possível não me apaixonar por alguém que tão calmamente entendeu meus pequenos desejos, minhas manhas públicas, alguém que soube ser tão ou mais discreto que eu, em questões que por si só tornaram-se minhas, suas, nossas?

Nós temos um sofá, uns pães de queijo, risadas pela madrugada, e uma porção de mini contos para contar.

21:43h quinta-feira

Tudo o que eu queria nesse momento era sentar na varanda com você, pra adivinhar se amanhã vai chover ou fazer sol?

21 de abril de 2011

Uma Quase História de Amor ou não.


Meu nome é Tairine e eu vivo uma quase história de amor.
quase por que como a grande maioria das histórias de amor, começou errado, caminha no erro; grande parte por minha culpa.
são erros que eu não posso apagar.
eu ouço MOPTOP - AONDE QUER CHEGAR?

e eu não sei onde quero chegar, só sei quem quero que esteja comigo quando eu lá chegar.
e eu aumento a música, e ela sai bate a porta, grita para que a entendam, eu aumento a música, ela aumenta a voz, e ninguém sabe... ninguém sabe aonde quer chegar, as pernas começam a tremer, a cabeça começa a mexer, e os dedos trabalham mais rápido.

Meu nome é Tairine e eu vivo uma quase história de amor. Talvez ela não se realize, talvez ela nem chegue a consumar-se , mas eu a vivo, eu a sinto, eu a aceito, com seus erros, perdoo meus erros, torço para que ele também os perdooe.


Os ultimos dois post nesse blog , foram para ele, relacionados a ele. Eu escrevi numa folha em branco nossa história, e ela leva o seu nome.
Mas eu só vou publica-la quando a historia consolidar-se ou acabar-se.
Por hora, o próximo post é a Ultima parte da história.[ a ultima?]
Já escolhi nossa música, CARDIGANS - FOR WHAT IT'S WORTH.

Em 5 folhas em branco contei nossa história, cheia de erros, clichês, e sentimentos conturbados, nossa história de um dia, de poucas horas ...


Uma quase história de amor.
ou não.



IMAGEM
o céu de ontem, na cidade onde tudo acontece, onde nada acontece, nem sai do lugar.

18 de março de 2011

compondo meu dia, decompondo minha alma.






feeling:
Ouvindo a Maglore hoje, e pensando em CASABLANCA, um de meus filmes favoritos.
Botão repeat ligado na música DESPEDIDA da Maglore .

cabeça longe, em anos passados, nas possibilidades de um futuro incerto.
São Paulo, 18 de abril de 2011, uma historiadora (pretensiosamente) volta para casa, o ônibus lotado, a vida passando pela janela, fragmentos de IMPOSSIBILIDADES, de amores perdidos em esquinas, lembranças de chão de cozinha, de sofá perto do amanhecer.

posso não saber o que quero pra VIDA, mas sei o que NÃO QUERO pro meu AGORA.

E o Caio F., O Teago Oliveira e sua turma (MAGLORE), Ilsa e Rick (CASABLANCA)
compondo meu dia, decompondo minha alma.



[...] Cansado, cansado. Quase não dormi. E não consigo tirar você da cabeça. Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo me-perdoe ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho.
E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar. [...]

Te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. A escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. Tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. Um retrato enorme de Virginia Woolf. E posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. Umas reproduções de Picasso. Outras de Da Vinci. Um biscuit com um pierrô tão patético. Uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. Todos os meus pedaços aqui.

E você não me conhece, eu não conheço você.






Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não te escrevesse. [...]
Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena. Todas as cartas de amor são ridículas. Esse lugar confuso de que fala Caetano. E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti. Pedro Paulo me dizendo no ouvido "nunca vi essas luz nos seus olhos".


Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas.