10 de julho de 2011
aprimorando a arte de errar.
30 de junho de 2011
COMO ESQUECER UM TETO DE ESTRELAS?
Eu repito, eu insisto.
O SAPATO AZUL
Comprei um sapato azul, modelo antigo. Todos gostam.
Perdi meu celular, na mesma noite que comprei o sapato azul.
Perdi a vergonha, perdi a boa reputação, perdi você. Perdi a chance, a vergonha na cara.
Cai do barranco, chorei, rastejei aos pés de um cara qualquer. Beijei vários caras, dirigi um caminhão.
Eu comprei um sapato azul, pensei que talvez houvesse a possibilidade de ficar mais bonita , perante seus olhos. Você não reparou.
O cara da varanda. O cara que me fez ver estrelas, mesmo sob um teto e quatro paredes. O cara que me beijou, que segurou forte a minha mão. O cara que sentou na varanda, adivinhando se a tarde choveria ou faria sol.
O cara que me encantou. Aquele que viu desenhos comigo, que passou a manhã disputando na sorte/azar quem levantaria pra fechar a porta, aquele que deixou pequenas marcas pelo meu corpo.
O cara que me rejeitou. Que me olhou, bem no fundo dos olhos, e fingiu que nada aconteceu. O cara que me beijou no rosto.
O cara melhor amigo de uma colega.
Uma colega, que se preocupa muito comigo, com o que sinto, com o que penso, com quem sou. Uma colega que gosta muito do sapato azul, que eu comprei pra ficar bonita pro cara , aquele cara.
Uma colega que depois de ser chutada por um amigo, foi beijada pelo cara, que não reparou no meu sapato azul.
O cara que não reparou no meu sapato azul, beijou a colega que muito se preocupa comigo . Ou seria ela que beijou o cara da varanda.
Eu já nem sei quem é esse cara, eu nem sei como posso chama-lo.
Eu tenho medo de encontra-lo novamente.
Tenho medo de vê-los juntos, mãos dadas, beijos doces, risadas leves.
Eu tenho medo de chorar para que todos vejam, eu tenho medo de recuar. Eu tenho medo da palavra amar.
Pensei em comprar um sapato vermelho, pra combinar com as unhas descascadas, com o novo corte curtíssimo de cabelo.
Domingo, churrasco e amigos.
A colega que muito me gosta, e a incógnita que o cara se tornou lá estarão.
Sapato vermelho? Esmalte vermelho? Baton vermelho ?
Carne crua, coração moído?
6 de junho de 2011
De ONTEM para HOJE
15 de maio de 2011
amputada e infeliz.
1 de maio de 2011
um caminho, um motivo, um lugar.
Eu sonho com o momento em que te terei ao meu lado novamente, eu torço pra te encontrar na rua, te dar um beijo, te dizer coisas bobas.
Eu só queria te ter novamente.
Rodar com você, fazer seu mundo ficar de cabeça pra baixo.
Eu só queria te ter.
Eu só queria te dar, um beijo.
Eu só queria te ver, te ver e te dar um beijo.
Eu repito palavras, eu repito a mesma história como consolo por não te ter aqui, agora.
Eu durmo sozinha numa cama espaçosa, e desejo ardentemente que você esteja por perto pra me abraçar, e me fazer sentir em segurança.
Você me abraça e tudo passa.
Você me beija e é você que eu desejo, toda vez que fecho os olhos, piscar torna-se doloroso, pois me lembra a falta que a sua presença faz.
Meus finais de semana jamais serão os mesmo, jamais serão completos, jamais satisfatórios sem que estejas ao meu lado.
Penso por instantes que talvez seja mais um devaneio, um amor adolescente, algo passageiro; dai me lembro, quase posso sentir aquela minha dor de estomago que me persegue , me alcança antes da ressaca, sinto a dor, sinto sua mão quente sob meu estomago, sinto o conforto que a sua presença me traz.
E é possível que sensações como essa sejam passageiras apenas, é possível não me apaixonar por alguém que tão calmamente entendeu meus pequenos desejos, minhas manhas públicas, alguém que soube ser tão ou mais discreto que eu, em questões que por si só tornaram-se minhas, suas, nossas?
Nós temos um sofá, uns pães de queijo, risadas pela madrugada, e uma porção de mini contos para contar.
21:43h quinta-feira
Tudo o que eu queria nesse momento era sentar na varanda com você, pra adivinhar se amanhã vai chover ou fazer sol?