
Meu nome é Tairine e eu vivo uma quase história de amor.


Ela que tira notas melhores que as minhas. Ela que não precisa mais de mim
Eu que mudo a conduta
Eu que legalizo o poder.
Ela que se equipara a mim
Eu que me igualo ao homem.
Eu que tendo a porcentagens, conto letras, evito os números
Ela que é muitas em uma
CAIO PRADO JUNIOR
Ela que é quem nem Balzac poderia prever.
Ela que controla a conduta , que educa para a luta
Ela que entrelaça interesses
Eu que sou colônia da metrópole
O marco educativo que ensina que os índios também punham a educação em pauta
Eu que me encaixo no sistema, que temo a história
A massificação da individualidade
A criação do nada.
Eu que peneiro a chuva e emolduro os pingos , eu que canto silêncios
Eu admito o não eu, o não ser, o quase existir.
A partir de hoje, postarei diariamente alguns textos, que escrevi tempos atrás.
Muitos deles sintetizam meu estado de espirito, minhas crenças, meus medos, meus amores, desamores.
Eu olho as paredes rabiscadas com minha larga letra, meus desenhos desinformes, meu esmalte descascado, sinto cheiro de queimado.
Nem sinto mais vontade de escrever.
Sinto vontade de sentir.
Tenho vontade de como Cibele Dorsa pular da janela do meu apartamento.
Não quero voar, quero a sensação de atrito, o desconforto, o morto.
Eu , eu que sou COLONIA DA METRÓPOLE,
