26 de março de 2011

COLONIA DA METRÓPOLE

Ela que tira notas melhores que as minhas. Ela que não precisa mais de mim

Eu que mudo a conduta

Eu que legalizo o poder.

Ela que se equipara a mim

Eu que me igualo ao homem.

Eu que tendo a porcentagens, conto letras, evito os números

Ela que é muitas em uma

CAIO PRADO JUNIOR

Ela que é quem nem Balzac poderia prever.

Ela que controla a conduta , que educa para a luta

Ela que entrelaça interesses

Eu que sou colônia da metrópole

O marco educativo que ensina que os índios também punham a educação em pauta

Eu que me encaixo no sistema, que temo a história

A massificação da individualidade

A criação do nada.

Eu que peneiro a chuva e emolduro os pingos , eu que canto silêncios

Eu admito o não eu, o não ser, o quase existir.

Um comentário:

Ulisses Borges disse...

Eu que canto silêncios. Gostei disso. E muito.